sábado, 27 de fevereiro de 2010

Dia de Índio

Por Homero Gomes

fico triste mais que indignado com o que nosso povo sem raça faz com as várias famílias tribais indígenas que se espalham pelo território brasileiro é como esses pernilongos que mordem ardido desses que cortam até coro de boi é como isso a sensação que sinto neste dia não precisaria estar escrevendo dessa maneira oh experimental talvez a melhor forma de ser ouvido é gritando mas os tímpanos dos tiranos estão vazados a muito tempo exclusão milenar escravidão milenar sofrimento milenar existe índio se matando suicídio de um povo sábio eles sim é que têm história que têm sangue denso de passados não nós nata azeta mistura de nada com nada mas essa história história deles não nossa mas nossa também história antes da história acima dela já que conseguiram matar até ela pós-história pós-tudo não é assim isso é coisa de branco que na vontade de proteger o fraco o enforca esse povo está morrendo como esse desabafo sem fogo a União detém as terras deles proteção que nada não podem nem fazer o que quiserem com o ínfimo do patrimônio que possuiam pode comer essa mulher fingir que ela é tua vesti-la de branco véu grinalda o escambau mas a boceta dela continua sendo minha cabra não invente de fazer filho nessa potranca mas meu desânimo é solidário irmãos fujam de nós o homem branco não sabe nunca soube o que faz

Na próxima semana, um beijo na mão do Papa, um escarro na boca santa. Jamé Vu, um livro doente.
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1 comentários:

Geraldo Lima disse...

Fragmentos de ira, dies irae, raiva de ranger os dentes.

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