Antes de começar este folhetim, apresento uma seleção de comentários feitos por escritores sobre o meu livro Jamé Vu: narrativas-crônicas – livro iniciado em 2001 e concluído em 2009, enviado a 13 editoras, tendo algumas de suas narrativas publicadas na revista Cult, Germina Literatura, entre outros periódicos, e que aguarda sua publicação para 2010.
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Os comentários da escritora e conterrânea Luci Collin:
"Acabo de ler seu Jamais Vu*. Muito bom o livro! Cheio de momentos altos – tem umas percepções apuradíssimas – parabéns, seu olhar é bem revelador."
(Luci Collin)
Agora, do generoso Nelson de Oliveira:
“Tuas crônicas realmente vão fundo no gênero. Não são, de jeito nenhum, superficiais ou engraçadinhas como noventa e nove por cento das bobagens que saem nos jornais de grande circulação. O tom muitas vezes rabugento e antipático do teu narrador cutuca, incomoda, provoca… Os textos são matadores: azedos e melancólicos. [...] Não resta a menor dúvida de que você tem talento. Não mesmo. Mas isso equivale a uma sentença de morte. Porque (isso eu estou aprendendo a duras penas) o mercado editorial não está interessado em autores talentosos.”
(Nelson de Oliveira)
E, finalmente, do grande mestre Fernando Monteiro – que batizou o título definitivo do livro:
“Gostei do livro, e acho que, primeiro, você não deveria chamá-lo de livro de crônicas (que, ao que eu me lembro, foi como você o apresentou). Não acho que seja um livro de "crônicas" (pelo menos no sentido que essa palavra tomou, literariamente, aqui). Chamá-lo assim pode induzir o leitor a imaginar aquele tipo de livro frouxo que é quase todo livro (autêntico) de crônicas – um gênero que assumiu certas características cá em Pindorama, e das quais não vi nenhum sinal (ainda bem) nas suas curtas narrativas – ou mini-relatos – incisivos, enxutos e muito bem articulados desde o ponto de vista do narrador que observa com instrumento afiado (e, às vezes, uma certa ferocidade), se confessa e, enfim, anota de maneira direta e limpa, do ponto de vista da forma. Mais um aspecto diferente, neles, daquilo que se encontra em "crônicas", em mais de noventa por cento delas...
Gostei da ausência de pontuação no seu texto sem prolixidade. Não se pode (ou não se deve), na minha opinião, abolir a pontuação, e não controlar, de algum modo "interno", o correr das frases (de modo a não cansar – desnecessariamente – o leitor). Você sabe usar a "não-pontuação", não perde o foco narrativo – ou, quando o perde, é de modo proposital, para acrescentar um novo foco ou corrigir o primeiro.
Outra coisa: o título. Muita gente vai lê-lo em português, soando como "ais" e não "jamé". Se você faz questão dele, talvez devesse grafá-lo em francês errado, ou aportuguesado (com uma ponta de ironia): Jamé Vu."
(Fernando Monteiro)
* Até 2008, o título do livro ainda era grafado em francês: Jamais Vu.
2 comentários:
Ah, legal, esse eu quero ler.
Só gente de ponta trabalhando nesse bule!
Meus parabéns rapaziada!
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