quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Jamé Vu - Abertura

Por Homero Gomes

o que se busca incansavelmente essa luta diária sem oponente esse bate-estaca cada vez indo mais fundo o som de órgãos anunciando a entrada da noiva o que se busca filósofos religiões e os bêbados cada um dá sua explicação sua resposta felicidade salvação o corpo quente de alguém a casa o peito o norte onde está o norte buscamos alegrias a salvação das nossas almas a alma gêmea o que se busca como podemos buscar algo que não sabemos felicidade através de deus diabo fama dinheiro sexo ocasional mas isso passa dizem alguns a salvação de nossas almas mas como é que é possível comprometer uma vida para garantir a eternidade para uma coisa que não temos certeza absoluta se existe ou não talvez nem esse amor verdadeiro exista as almas que se combinam se tornando uma só o que a total apatia busca a destruição do organismo e a angústia o que buscam será que buscamos realmente alguma coisa só passamos só não deixamos pegadas deixamos sombras talvez sonhos não há objetivos talvez quase nada exista de verdade talvez eu seja uma marionete ou talvez você leitor um sonho que eu sonhei na noite passada

Na próxima semana, a narrativa Junk Monkey Munk - a primeira da 'Parte I: Em Curitiba' de Jamé Vu.
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3 comentários:

Ivan Ivanovick disse...

O existencialismo tem certeza que existimos?

Viu Homero, coloquei um link do Bule no meu blog. Confira lá...

http://radiotirana.blogspot.com/

abs,
Ivan

Jean Roberto disse...

Concordo com a pergunta acima.

O que na verdade somos??
O que você vê, quando me vê??

Abraços literários!

Homero Gomes disse...

Valeu, Ivan. Abraço na barriga e na Ju.

Mas ainda não sei o que tudo isso significa, se é que significa... suspendo o juízo apenas. Mas meu narrador não, ele quer o estômago na mira.

só passamos
Homero Gomes

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