será que é preciso ser louco ou ser gênio ou ser rico para que te reconheçam BeBop na veia deles compulsivo até a alma louco ou gênio não sei a diferença bem se bem que nem todo louco consegue a carteirinha de gênio de sua época veja isto é horrível nossa sociedade é insana porém está bem longe de sua mais bem acabada genialidade Thelonious Monk o louco dando voltinhas em torno de si mesmo Nellis segurando as pontas sei lá que pontas esquizofrenia de cannabis cinta na bunda dela dos dois por favor me tirem dessa camisa eu pareço um macaco com essas mangas brancas tão compridas vou pegar estas cenouras e enfiar goela abaixo é impossível improvisos verdadeiros na escrita automatismo jazzístico será será dá-se o tema coerentemente a criação vai andando para sua apoteótica conclusão por favor me tirem dessa camisa
Na próxima semana, a narrativa Uma Crônica no Escuro – da 'Parte I: Em Curitiba', de Jamé Vu.
4 comentários:
Junk Monkey Munk nos veste com a camisa de força. Na leitura, a loucura e a paranoia acabam sendo também de quem está do outro lado, achando que apenas lê.
Um abraço!
Kerouac na veia!
Cuidado com a benzedrina!
Abraços
André
Ter leitores que entram na "onda" é a melhor coisa que existe. Parece frase feita, mas é verdade.
Só cuidado pra não levarem caldo ou baterem com a cabeça em banco de areia.
Abraço do Homero
Senti uma certa influência beatnik, traço de estilo aplicado ao texto, ao não utilizar a vírgula, torna verossil a neura narrada.
Parece que vivemos em um tempo sem vírgula, alguém aí tem um ponto fianl pra eu descer?
Postar um comentário